Drummond…

dezembro 31, 2009 por thassiacristina

Receita de ano novo 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) 

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

…3…2…1… \o/

É free…

setembro 14, 2009 por thassiacristina

É gratuito o que digo, o que eu faço, o modo como me dirijo a ti e te trato. Adoro a recíproca e ela me faz um bem danado, mas não é requisito pré-pensado. O que eu realmente espero de ti é que faça como eu, seja gratuito.

Não aja como se estivesse à venda, se entregando a quem ‘pagar’ mais, não faça coisas intencionando segundas, pelo contrário, doe-se.

Quando sentir: diga, quando tiver vontade: faça, tenha aquela espontaneidade infantil que é tão sincera. Entre full in, jogue com todas as fichas, arrisque-se. O pior que pode acontecer é o silêncio…e dele tu se recupera.

Viva por você e para você, dos muitos conselhos gastos que eu poderia te dar…este é o mais sincero.

Contanto que não digas que não te avisei…

julho 3, 2009 por thassiacristina

“Nenhum homem ou mulher culto jamais mostrará raiva em sociedade. Controlar e reprimir toda mostra de desagrado é demonstração de boas maneiras, certamente, mas também uma considerável façanha em matéria de hipocrisia e dissimulação. Há um lado oculto nesta regra de boa educação, e ele é revelado em um provérbio oriental: Não confie num rosto que nunca mostra sinais de raiva, nem num cachorro que nunca late. O animais de sangue frio são os mais venenosos.”

 by Helena P. Blavatsky

Sou uma metrópole…

maio 4, 2009 por thassiacristina

É, por mais que eu queira fugir, ser hippie e coisa e tal, tenho que admitir que na maior parte do tempo eu sou uma metrópole…não tenho paciência pra esperar a hora certa de ir, toda hora é hora, cuidado se toma tanto de dia quanto de noite e no fundo os perigos são os mesmo, a diferença é que se enxerga melhor com a iluminação natural, que nem sempre é o que eu quero.

Ver o dia amanhecer entre os prédios, ter a sensação de fim de tarde em pleno meio dia, virar a noite e seguir de metrô no anti-fluxo, esses momentos me trazem um certo prazer individualista…são neles que meus pensamentos se organizam, não tem metrô no campo. Eu quero uma casa no campo, pra poder desacelerar um pouco e sentir saudade da loucura da minha concret jungle, mas tenho a impressão que eu enlouqueceria se ficasse muito tempo sem a frenética cultural desse lugar.

Aqui não é só o rock que é roll, tem bossa n’ roll, batuque n’ roll, só aqui tu consegue ver em um mesmo dia, separado por alguns poucos quilômetros uma banda gaúcha e outra pernambucana, andando se vai de um para o outro, não precisa de avião. Nos corredores dos cinemas é possível ouvir todos os idiomas I can say s’il vous plaît um biglietto, sem causar espanto. Aqui as imagens se encontram, os sotaques se misturam e eu acabo por conhecer de tudo um pouco em uma mesa de bar.

Fico instigada a sair daqui, ficar um bom tempo fora e voltar toda nostálgica. Ou morar em outro lugar (pra variar) e passar férias no meio Urbano, essencial estar no anti-fluxo. Mas sempre terei a metrópole comigo, nos meus costumes e maneiras, no meu sotaque. Sei que a maloca sempre será saudosa e que é dela que eu preciso.

Pois é, não tem jeito, São Paulo sou eu.

“Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João”

Caring About…

abril 6, 2009 por thassiacristina

 

I care if you’re felling well

I care about the lack of a smile on your face

I care if there’s someone to hold your hand

I care that you’ll find something to dry your tears

 

I don’t care if you tell me to go to hell

I don’t care that you won’t accept my embrace

I don’t care if you trade me for a brand

I don’t care if I have to face my fears

 

As long as I can tell

How it was like to be in that place

And be like the song of your favorite band

Forever echoing in your ears