É free…

Setembro 14, 2009 por thassiacristina

É gratuito o que digo, o que eu faço, o modo como me dirijo a ti e te trato. Adoro a recíproca e ela me faz um bem danado, mas não é requisito pré-pensado. O que eu realmente espero de ti é que faça como eu, seja gratuito.

Não aja como se estivesse à venda, se entregando a quem ‘pagar’ mais, não faça coisas intencionando segundas, pelo contrário, doe-se.

Quando sentir: diga, quando tiver vontade: faça, tenha aquela espontaneidade infantil que é tão sincera. Entre full in, jogue com todas as fichas, arrisque-se. O pior que pode acontecer é o silêncio…e dele tu se recupera.

Viva por você e para você, dos muitos conselhos gastos que eu poderia te dar…este é o mais sincero.

Contanto que não digas que não te avisei…

Julho 3, 2009 por thassiacristina

“Nenhum homem ou mulher culto jamais mostrará raiva em sociedade. Controlar e reprimir toda mostra de desagrado é demonstração de boas maneiras, certamente, mas também uma considerável façanha em matéria de hipocrisia e dissimulação. Há um lado oculto nesta regra de boa educação, e ele é revelado em um provérbio oriental: Não confie num rosto que nunca mostra sinais de raiva, nem num cachorro que nunca late. O animais de sangue frio são os mais venenosos.”

 by Helena P. Blavatsky

Sou uma metrópole…

Maio 4, 2009 por thassiacristina

É, por mais que eu queira fugir, ser hippie e coisa e tal, tenho que admitir que na maior parte do tempo eu sou uma metrópole…não tenho paciência pra esperar a hora certa de ir, toda hora é hora, cuidado se toma tanto de dia quanto de noite e no fundo os perigos são os mesmo, a diferença é que se enxerga melhor com a iluminação natural, que nem sempre é o que eu quero.

Ver o dia amanhecer entre os prédios, ter a sensação de fim de tarde em pleno meio dia, virar a noite e seguir de metrô no anti-fluxo, esses momentos me trazem um certo prazer individualista…são neles que meus pensamentos se organizam, não tem metrô no campo. Eu quero uma casa no campo, pra poder desacelerar um pouco e sentir saudade da loucura da minha concret jungle, mas tenho a impressão que eu enlouqueceria se ficasse muito tempo sem a frenética cultural desse lugar.

Aqui não é só o rock que é roll, tem bossa n’ roll, batuque n’ roll, só aqui tu consegue ver em um mesmo dia, separado por alguns poucos quilômetros uma banda gaúcha e outra pernambucana, andando se vai de um para o outro, não precisa de avião. Nos corredores dos cinemas é possível ouvir todos os idiomas I can say s’il vous plaît um biglietto, sem causar espanto. Aqui as imagens se encontram, os sotaques se misturam e eu acabo por conhecer de tudo um pouco em uma mesa de bar.

Fico instigada a sair daqui, ficar um bom tempo fora e voltar toda nostálgica. Ou morar em outro lugar (pra variar) e passar férias no meio Urbano, essencial estar no anti-fluxo. Mas sempre terei a metrópole comigo, nos meus costumes e maneiras, no meu sotaque. Sei que a maloca sempre será saudosa e que é dela que eu preciso.

Pois é, não tem jeito, São Paulo sou eu.

“Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João”

Caring About…

Abril 6, 2009 por thassiacristina

 

I care if you’re felling well

I care about the lack of a smile on your face

I care if there’s someone to hold your hand

I care that you’ll find something to dry your tears

 

I don’t care if you tell me to go to hell

I don’t care that you won’t accept my embrace

I don’t care if you trade me for a brand

I don’t care if I have to face my fears

 

As long as I can tell

How it was like to be in that place

And be like the song of your favorite band

Forever echoing in your ears

2009…

Janeiro 27, 2009 por thassiacristina

 

Pra começar bem o ano, ano que tá prometendo, sabem os Deuses o que, mas tá. Segue uma música, um aviso aos navegantes sobre uma das minhas filosofias de ser e viver…minha e daqueles que acompanham…feliz Ano do Boi para nós!

 

Letra de Arnaldo Antunes que ficou fenomenal na voz de Marisa Monte

Aqui nessa casa
Ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida
Comemos comida com a mão
E quando a polícia, a doença, a distância, ou alguma discussão
Nos separam de um irmão
Sentimos que nunca acaba
De caber mais dor no coração
Mas não choramos à toa
Não choramos à toa

Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua,
Mas não entendemos o seu sermão
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa

Aqui nesse barco
Ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas
Mas o vento nos dá a direção
A vida que vai à deriva
É a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa

Volte para o seu lar
Volte para lá